And while all people tell me to forget, I remember with all the intensity
"Amo a liberdade, por isso as coisas que amo deixo-as livres. Se voltarem é porque as conquistei, se não voltarem é porque nunca as tive ."
sexta-feira, 29 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Isto é tão eu :o
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Just like me.
"O facto é que tivera umas ideias mas não tinham conduzido a nada. Sempre que se sentava para escrever parecia-lhe que o cérebro se transformara numa papa e que os dedos haviam sido atacados pela artrite. Tinha escritou uma ou duas frases e em seguida gastara quinze a vinte minutos a apreciar o seu trabalho, para, finalmente, o apagar. Passou dias a escrever e a apagar sem nada para mostrar no final, Por vezes imaginava que passara subitamente a ser odiada pelo teclado mas logo reconhecia que tinha coisas mais importantes em que pensar."
terça-feira, 19 de abril de 2011
Promessa cumprida, já aqui está todo o texto, :')
quarta-feira, 13 de abril de 2011
"Aim, és mesmo parvo, juro que te odeio"
segunda-feira, 11 de abril de 2011
"Virar a página"
Olá. Sei que pode parecer loucura e que não devia escrever-te uma carta que nunca vais ler e que provavelmente vai ficar apenas guardada nos arquivos e memórias deste meu computador e deste blog, mas como acabei hoje um livro, em que isto das cartas era normal e ajudava a superar problemas, resolvi escrever-te. Sabes? Não há muito tempo, se tivesse de te escrever uma carta, diria provavelmente que és perfeito, que te amo, que não encontro nada de mal em ti, que quero ficar contigo, que quero que voltes e todas essas coisas que as pessoas apaixonadas dizem, afinal, resulta porque "olhos que não veem, coração que não sente", como costuma dizer a minha avó, mas hoje, às três da manhã, sentada na cama a observar o movimento incessante do meu relógio de pulso e o barulho de fundo que vem da rua, posso escrever-te esta carta, e revelar muito mais nela sobre ti do que dantes. Já te perdi à muito, à uns seis meses, seis meses de altos e baixos, seis meses de sorrisos e lágrimas, seis meses em que por alturas permite a mim mesma sobreviver e em que por outras alturas vivi, enfim, seis meses passados que já não posso mudar. Não sei bem por onde começar esta carta, nem mesmo o sítio onde ela me vai levar, mas deixemo-nos de estereotipos perfeitos e de conversas hipócritas e perfeitas, hoje, posso escrever esta carta, e dizer que não és perfeito, podes encontrar muito perto disso, mas não és, ninguém o é, mas não te importes, é imperfeito que eu gosto de ti. Gosto de ti imperfeito, gosto de ti apaixonado pelo Benfica, gosto de ti a amares música, gosto de ti a preferires vermelho a azul ou a verde, gosto de ti a seres o melhor e a tirares 20's a Matemática, gosto de ti a detestar Filosofia, gosto de ti a adorares abraços, gosto de ti a gostares de cortar pouco o cabelo, gosto de ti a gostar de jogar à bola com os teus amigos, gosto de ti a gostar pouco de água, gosto de ti a adorares festas, gosto de ti a não gostares de usares os óculos, gosto de ti a adorares chocolate, gosto de ti a delirares com Chips Ahoy, gosto de ti a seres teimoso, gosto de ti e do teu relógio cor-de-laranja gosto muito, gosto de ti e do meu elástico que ficou em teu poder e nunca mais vou ver, gosto de ti mesmo a não me dares razão, gosto de ti a seres tu, gosto de ti imperfeitamente perfeito e apaixonantemente adorável. É sabido, hoje posso escrever-te e dizer muitas outras coisas porque já reflecti muito e já passei por outra relação, hoje posso escrever-te e dizer-te que te amo, mas que não te peço que voltes para mim, se voltasses para mim, isso significaria alegria, muita alegria, seria alegria a mais para o que o meu pobre coração pode suportar e tristeza a dobrar quando tudo terminasse da mesma forma insensata e cruel, então, ficamos assim, num impasse amoroso e que ainda me vai dando alguns pós de felicidade a mim e que faz com que não te sintas tão culpado, afinal, talvez seja só para isso que queres a minha amizade, para quando olhares para dentro poderes dizer, "eu não a fiz sofrer tanto assim, ela ficou minha amiga", mas asseguro-te não é assim que funciona, fizestes-me sofrer muito, mas prefiro ter esses teus momentos de amigo do que não ter nada e talvez seja isso que me está a mover. Sejamos realistas, hoje, sei que és uma grande pessoa, uma pessoa em que os teus pais podem ter todo o orgulho e para quem podem apontar e dizer, "sim, nós fizemos um trabalho bem feito", uma pessoa para quem os teus amigos se podem virar quando precisam porque sabem que tu estás lá sempre, hoje, sou pessoa para te defender à frente de montes de gente e de todos os meus amigos se achar que estão a ser crueis, afinal, quem te conheçe sou eu, e nunca devemos falar do que não sabemos. Sabes uma coisa? Durante estes meses, aprendi muito, com tudo o que me fizestes passar e com tudo o que passei a seguir, mas nunca me esqueci de uma frase tua, "quando dizes que te estou a fazer sofrer, nem imaginas a dor que sinto, porra eu não queria isto", acredito que não querias, a tua pureza é tão grande que colocas tudo à tua frente, tal como eu faço, mas sabes? Não devemos fazer isso, os outros só nos vão pisar, desapontar, fazer passar mal porque sabem que os vamos perdoar. Mas chega de falar disso, não vamos perder o nosso tempo, nem eu vou perder o meu tempo e as linhas desta carta a escrever sobre a falsidade de outrem, quando mesmo aqui tão perto estamos nós dois que sabemos não mentir, e que gostamos da verdade, tu, de uma forma mais subtil e humana, eu, de uma forma mais crua e desumana, mas ainda assim uma verdade. Durante todo o tempo que passou, desde o dia em que te deixei à entrada do ginásio e em que te dei um último beijo até ao dia em que estou a escrever esta carta, muita tinta já correu, muitas lágrimas já escorreram, e muitas vidas já se viveram, mas para mim, há momentos e ideias que permanecem intactas e de boa saúde, não te posso confiar que já não gosto de ti como tu achas neste momento, estaria a mentir e sabes bem que não o consigo fazer, enfim, não importa. O objectivo desta carta, não é o de explicar o teu valor, talvez seja o de tentar fechar esta página e abrir outra mais risonha, mas por momentos, antes de o tentar fazer, vem-me à memória, uma frase do meu Pedro, ele disse: "Meu amor, tu tens o que tu quiseres na tua mão, basta estalares os dedos que vem tudo ter contigo, eu vou ser sincero, eu não gosto dele, tu sabes, nunca gostei, mas se é mesmo esse o teu ideal de felicidade, luta por ele, ele está na tua mão, só falta tu e ele, aperceberem-se disso, a mente dos adolescentes é complexa, mas vocês está na cara que basta uma oportunidade", ele disse e ele tem em quase todos os seus discursos uma razão fascinante em tudo o que me diz, ensina e leva a querer, mas desta vez, não é verdade, e é nisso que tenho de me focar. Sabes que mais? Nem tudo o que tinha a dizer, ficou escrito nesta carta, mas cumpri o meu objectivo principal, a de escrevê-la do princípio ao fim sem chorar e a mostrar todo o meu amor, por isso, agora só espero que compreendas, que te vejo da forma imperfeita com que todos os outros te vêm mas é nessa mesma forma que gosto de ti, e que te quero bem, quero-te muito bem, quero que sejas muito feliz. Enfim, vou tentar fechar um capítulo, e fica só a nossa amizade, então, adeus, beijinho, dorme bem, zx.
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