"Amo a liberdade, por isso as coisas que amo deixo-as livres. Se voltarem é porque as conquistei, se não voltarem é porque nunca as tive ."

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Saudadees. zx

A: O que é que queres agora Patrícia Isabel?
P: Ehh, finalmente atendes-me o telemóvel, vá quero fazer conferência
A: Ahh, não, hoje não me apetece, estou cansada
P: Vá, dizes sempre a mesma coisa, deitamos mais cedo hoje
A: Prontoo, está bem, ganhastes, mas vá liga ao Pedro
P: É já, vou ligar-lhe já
(Esperaa)
A: Então? Já está?
P: Ele não me atende, -.-
A: Eu já lhe ligo, queres ver enquanto?
(Ligar ao Pedro)
A: Tou, estão todos?
P:Siim
P:Tipo, sim
A: Vês? Eu consigo sempre, mas hoje deitamos mais cedo..
P: Tá certo
(...)
Nunca deitávamos mais cedo, em nenhuma das que fizemos, e passavam-se as duas, as três, as quatro, as cinco, as seis..

Opah, queroo queroo e queroo o nosso Verão de volta, as tardes e as noites, gostava tantoo, vá lá, custa assim tanto? É um pedido fácil, zx. Tenho saudades disto, tenho mesmoo, porque com pessoas assim, são difíceis de esquecer, até os momentos mais simples.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010


A aula passava-se a uma velocidade que em nada se assemelhava à vontade dos alunos. O desejo era o de sair, saber o que se passava lá fora, onde o pessoal percorria o corredor e sorria espontâneamente, apesar de tudo esse desejo, não era possível. Então, os olhos dela escapavam-se para a janela da sala ao lado da sua como se de um íman invisível se trata-se e nada pudesse fazer para mudar esse seu acto. Ficava todo o tempo daquela aula a admirar os actos daquele ser maravilhoso que estava do outro lado, perdia-se nele, nos seus gestos, nas suas feições, gostava um tanto dele que faltavam os adjectivos para atribuir o valor e as palavras para o expressar, mas sabia no entanto que a vida nem sempre é justa e há actos de pessoas que não podemos mudar, por muito que fosse esse o seu sonho e deseja-se perder-se mais uma vez nos seus braços, nas suas mãos que ele dizia serem grandes mas que ela adorava, dava-lhe segurança, ele sabia tão bem disso, gostava de poder dizer-lhe uma última vez que o amava e despedir-se com um último beijo, beijo esse que tinha ficado a pairar no ar e que nunca tinha sido entregue. Oh, estava tão absorta nos seus pensamentos e a mirá-lo que nem se lembrava em que aula estava e o que estava a dar, andava perdida, sem rumo, sabia isso perfeitamente, até gostava, conseguia mantê-la serena, assim nada a incomodava, vivia bem com isso, mas tinha de acordar deste mundo à parte onde se encontrava, precisava de acordar e voltar a viver com o seu habitual sorriso e as suas gargalhadas estridentes. Triiim, era o toque de saída, saiu dali com a sensação que algo tinha ficado inacabado, talvez não tivesse acabado a descrição dele, talvez não tivesse acabado de expressar o quanto o amava, talvez não tivesse acabado o que tinha de acabar, talvez falta-se algo do mais importante, tinha-se esquecido que houve coisas que nunca disse.


Nunca deixes que nada fique por fazer, por dizer, não sabes quando tudo pode acabar e podes arrepender-te, não do que foi feito, mas sim do que não foi.

P.S: Fofinhoo, eu amo-te assim como a ninguém, isso nunca me esqueci de dizer, só faltou mesmo dizer que depois de tudo, sem ti já não sei muito bem como se vive e faltou algo que me deixa triste, é que sabes, nunca te disse, não queria que ficasses a sentir-te culpado, mas sendo sincera, fiquei magoada, é daquelas coisas que inevitavelmente acabam por acontecer, eu não queria, a sério que não, preferia não sentir nada, mas senti, não, nunca te odiei, mas houve momentos em que pensei, "porque a mim, serão atitudes normais? Será que tudo isto que estou a passar é de mim ou é dele? Afinal como é? Num dia amasse no outro não?", enfim, agora não importa muito, no entanto, tiro o peso que sempre mantive em cima para fazer com que fosses um bocadinho mais feliz, como tenho a esperança e sei que agora és, posso dizer, até porque por mais que a situação custe, não te posso pedir para voltar nem para tentarmos de novo, sei que nunca o irias permitir, então, pelo menos assim sei que sabes mesmoo uma verdade completa e que hás-de saber também que continuo aqui, sempre :')

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A perfeição da imperfeição..


O dia estava cinzento, os seus passos ecoavam por todo o caminho que estava agora a percorrer, sozinha, não esperava fazê-lo acompanhada, esperava ouvir, no entanto, uma voz, algo familiar, mas nada. O caminho continuava para o mesmo sítio, em direcção ao futuro que tinha a certeza que queria ter, e cada vez mais, ele estava mais longe, pensava ela, até que a tão esperada lágrima reprimida se derramou, enfim, teve um daqueles dias maus, um daqueles dias em que recordou toda a beleza do amor e toda a destruição do seu fim, um dia em que recordou parte do seu passado, sabendo no entanto que tinha de esquecer, mas não dava para esquecer e proclamar a tão desejada vitória desse fecho, haviam frases que lhe ecoavam na cabeça, sorrisos que estavam ali, abraços que nunca esqueceu, mil carinhos que nunca foram tão especiais como os dele, e tantas outras coisas, e foi ai que percebeu, que afinal não tinha medo como achava, tinha apenas uma pequena falta de coragem para seguir em frente, com outro alguém, não por não se quer libertar dele, mas sim por não se querer prender a outro que sabia, nunca seria tão perfeito como ele. Afinal, ele era perfeito na sua imperfeição que ela tanto amava, porque ao contrário dele, ela sabia que ele não era perfeito mas encontrou na imperfeição dele a sua felicidade porque no fundo, ele merecia, ele não conseguiu encontrar a perfeição dela, aquela que ela sempre disse que não existia e ele sempre disse que sim, até ao dia em que ela ficou imperfeita e a situação não teve como se resolver, não soube como entende-la na sua imperfeição, que ela sabia ainda ser alguma.

Não queiras que alguém que amas seja perfeito, ninguém é, tenta ser feliz com a imperfeição dele, é esse o verdadeiro e único amor :')

P.S: Se entenderam isto que agora escrevi, avisem, acho que já nem eu própria entendo, -.-

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A beleza da destruição :')


A beleza incomparável da destruição total.

É assim que sinto a minha vida neste momento, a destruição é total, nada bate certo com o que foi, com o que era, com o que devia ter sido, mas ao mesmo tempo a destruição dessa vida tem uma beleza incomparável.