"Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a fazer. E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordeiramente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade. (...) Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio, paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer."
"Amo a liberdade, por isso as coisas que amo deixo-as livres. Se voltarem é porque as conquistei, se não voltarem é porque nunca as tive ."
terça-feira, 31 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Vida.
Vou passar para o décimo segundo ano, e não consigo perceber, como é que estes dois anos tão bons, passaram tão depressa, agora que estou quase quase a despedir-me de uma escola, que apenas à bem pouco tempo, comecei a apelidar de minha. Nela passei grandes momentos. Dei asas à minha imaginação e ao meu coração. Discuti, gritei, sorri, chorei, corri, andei, enloqueci e amei, dentro daquelas paredes, dentro daquele pequeno mundo. E agora, só vou usufruir desse mundo, mais alguns meses, até a minha vida mudar e eu ter de seguir para mundos maiores, menos bonitos e com mais problemas e sinceramente, não estou preparada e não sei se daqui a um ano, quando estiver de estar realmente preparada, o estarei. Afinal, vou sempre ser uma menina pequenina à espera que a ajudem e protegam.
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