"They always turn their back on you, but my love, is forever and I will stay, stay true to you"
"Amo a liberdade, por isso as coisas que amo deixo-as livres. Se voltarem é porque as conquistei, se não voltarem é porque nunca as tive ."
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Carta para o meu melhor e mais importante amigo. #
E é tudo, agora!
É mais um dia, mais uma reviravolta, mais um acordar sem saber exactamente porque e como viver, mais uns momentos perdidos, mais umas memórias revividas, mais umas tretas de que já ninguém se lembra, mais um dia passado, na verdade, mais um ano passado, e continua tudo igual, tudo sem ter um fim à vista. Não é nada, talvez, ou então talvez seja tudo, são vidas perdidas, lágrimas derramadas, sorrisos mostrados sem querer nada em troca, olhares de carinho, toques de amor, é, foi, tudo o que se passa, tudo o que se passou. Já não sei nada, também é verdade, mas como querem que eu saiba? Já passaram 12 meses, 365 dias, um ano, e continua tudo na mesma, tudo como um buraco sem fim. E, sabes uma coisa? Odeio amar-te, mas amo-te, e esta porcaria não tem maneira de passar. De tal forma que, eu, a pessoa delicada e amorosa na escrita já estou para aqui quase a escrever todas as asneiras que me lembro. E fazes-me um favor? Paras de aparecer nos meus sonhos? Paras de fazer com que eu te ame? Eu quero viver! Agora, amanhã, para a semana, para o mês que vem, para o ano. E se não parares de aparecer nos meus sonhos à noite, então juro, vou deixar de dormir. Porque odeio ter de amar-te, mas amo-te, lamento.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Histórias de vida - Parte III
Já era o dia. E agora, estava ali, sentada na toalha por cima da relva molhada, a pensar no que ia fazer, no que ia dizer, em como ia suceder-se a tarde. Não sabia nada sobre isto, sempre fora uma pessoa de poucas palavras para quem não conhecia verdadeiramente, sempre gostara de se manter à distância até saber que podia embrenhar-se nos caminhos que formavam as mentes de outros seres, parecidos ou iguais a ela. Mas estava ali, e não podia mudar isso, até porque desta vez, tinha sido diferente, tinha-se "atirado de cabeça", mas de qualquer das formas, não sabia como iria começar um discurso, as palavras faltavam-lhe, as ideias eram aos milhares dentro da sua cabeça, as imagens que lhe passavam diante dos olhos mais do que as suficientes, e como se não chegasse já esta junção de coisas que a desorientava, ainda tinha o coração a bater descompassadamente como se fosse saltar, os olhos a brilhar apesar de ela mesma não dar por isso, um sorriso tolo na cara sem razão aparente para quem olhasse para ela, e ainda as mãos a tremer, a voz a falhar, um bloqueio total. Um bloqueio total, mas não de escrita, um bloqueio total do coração, do cerébro, enfim, do que quer que fosse que comandasse o seu sentimento e o que se ia passando agora. Com tudo, foi melhorando, com o primeiro toque, seguido das suas palavras, sim, agora tinha-se tornado talvez ainda pior, porque só ela é que falava, mas não fazia diferença, estavam ali os dois, lado a lado, deitado nas toalhas, tocando com os cabelos na relva molhada, depois de um banho refrescante por parte dela na piscina, de mãos dadas, de coração aberto, cheios de tudo e de nada, mas juntos, o que mesmo parecendo insignificante para alguns, fazia-a sentir como a pessoa mais importante do mundo, porque estava ali, junto de alguém especial, alguém que a compreendia, alguém que a ouvia, alguém que gostava dela, alguém que a fazia feliz. E por não saber, ou por não querer pensar no que se podia avizinhar, estava ali, feliz, com os olhos a brilhar, as mãos a tremer, o coração a bater, não esperando nada mais, do que conseguir o amor, conseguir ficar assim para sempre. E já era o dia, já era o dia e a hora de ir para outro sítio que não aquele onde se sentia feliz, mas seria assim, até que a vida e o coração de ambos o permitisse. E já era o dia.
(Entre a ficção e a realidade)
P.S. E já passou um ano, na verdade, agora que penso nisso, parece que foi ontem, mas já passou algum tempo, de mais, diria.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
A sério, mesmo. :')
A: Eu sei que me vais dar na cabeça, mas voltei a falar com ele (...).
P: Eu não te vou dar na cabeça. Só quero que prometas que ele não te vai fazer sofrer.
A: Ai sim? E como é que faço isso?
P: Promete a ti própria que não o vais deixar fazer isso.
A: Ohh. Sim. Está bem. Eu prometo.
P: Acho bem. Eu disse-te que não tinha nada contra ele.
A: Sim, eu sei, tu dissestes-me.
P: Mas podias achar que tinha sido só da boca para fora.
A: Eu conheço-te bem, lembraste?
P: Lembro. Mas é claro que preferia que arranjasses melhor.
P: Eu não te vou dar na cabeça. Só quero que prometas que ele não te vai fazer sofrer.
A: Ai sim? E como é que faço isso?
P: Promete a ti própria que não o vais deixar fazer isso.
A: Ohh. Sim. Está bem. Eu prometo.
P: Acho bem. Eu disse-te que não tinha nada contra ele.
A: Sim, eu sei, tu dissestes-me.
P: Mas podias achar que tinha sido só da boca para fora.
A: Eu conheço-te bem, lembraste?
P: Lembro. Mas é claro que preferia que arranjasses melhor.
Eu prometi, não prometi? E eu nunca falho as minhas promessas, juro. Acho que já não sei como sofrer agora, acho que já aprendi a viver, acho que já não bate com a mesma força, acho que estou no caminho certo para o esquecimento. A distância visual faz-nos sempre bem, o pior vem depois. Mas se prometi, está prometido. Eu dou a minha palavra. :$
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Há coisas fantásticas, não há?
"Let's bring it back to you and me, there's no one else around, now don't get lost in gravity"
Histórias de vida - Parte II
Tinha sido tudo tão rápido, que depois daquela noite em que tinha simplesmente tido um bloqueio de escrita, nunca mais escreverá. Desta vez, não por não saber o que escrever, não por estar absorta em sentimentos contraditórios que desconhecia. Desta vez, não o tinha feito, porque se apercebeu da falta de tempo que possuía. Tinha passado os dias a pensar nele, e a contar os dias que faltavam para o ver de novo. Durante esses dias em que deixara de escrever, tinha-se apercebido que aquele olhar tinha sido bem sentido de ambas as partes, e agora, mesmo que quisessem, já não se largavam dia e noite, eram as chamadas, as sms's fofinhas, o adormecer a falar com ele, o acordar a falar com ele, era a beleza da adolescência, dos anos de ouro, do primeiro amor, sentido, fraco, ingénuo, imaturo, enfim, perfeito aos olhos de uma simples rapariga apaixonada, uma rapariga que, possuía agora, um brilho nos olhos que encantava qualquer um. Não sabia o que tinha visto ali, naquele ser que a tratava como a uma princesa e que a encantava mais a cada dia com as suas palavras de apoio, não sabia mesmo, pois como conseguia ela própria ver, ele não era perfeito, e nem de perto nem de longe, o estereótipo do rapaz com quem as raparigas sonham casar e ter uma vida, mas tinha um brilho especial, um interior fascinante, ao fim ao cabo, tinha sido tudo isso e ainda a forma calma e serena como usava as palavras e reproduzia os seus actos que a tinha encantado. E agora, estava assim, passado quase uma semana, sem ainda ter escrito, à espera do tão esperado momento, em que iam estar juntos e em que ela, ia viver as emoções que tinha reprimido toda uma semana, à espera de as libertar com ele, à espera de puder sorrir. E ao fim de contas, a verdade é que, mesmo apesar de por um lado ser esse o desejo, e de por outro ser esse o seu medo, o tempo tinha passado, já era o dia, o dia que esperava, mas tinha sido tudo tão rápido.
(Entre o real e a ficção)
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Histórias de vida - Parte I
Todos os dias escrevia. Todos os dias transpunha para o papel o que lhe ia no coração. Mas hoje, era diferente. Hoje, mesmo apesar da sua grande aptidão e paixão pela escrita, não conseguia encontrar palavras ou expressões para descrever ou expressar o que lhe ia no seu pequeno e acanhada coracão de adolescente. O que sentia era diferente, diferente do que alguma vez sentira, mas parecia-lhe tão forte e belo que chegava a achar que era só a sua imaginação féritl a tramar o seu coração inexperiente em relação a algo assim. Não sabia bem como acontecerá, e o porque de ter sido assim, mas a verdade é que desde aquela troca de olhares frente a frente naquela esplanada, tinha ficado assim, a sentir-se como se fosse outra pessoa, a sentir-se cheia de amor, de encanto, cheia de tudo o que aquele olhar lhe tinha permitido absorver. Tudo naquele mundo era novo, tudo naquele sentimento era estranho, e talvez fosse esse o encanto, o encanto do tão aclamado primeiro amor. Na verdade, nunca teria imaginado nada assim, teria imaginado tudo menos uma paixão que virou um forte amor só com o olhar, um amor à primeira vista. Um verdadeiro amor, diria. Mas tinha sido assim que se tinha desenrolado tudo, com um pequeno olhar profundo, com um tímido sorriso sincero, com uma troca desajeitada de palavras. E agora, sentada diante de uma folha em branco e de uma simples caneta, apesar de saber como se sentia no amâgo de si, tornava-se impossível tentar expô-lo em palavras, as palavras não chegavam. Então, deixou-se ficar ali, parada diante da folha, da caneta e da parede repleta de fotografias. Deixou-se ficar ali e sorriu. Sorriu porque estava apaixonada e sentia a inocência do primeiro amor. Deixou-se ficar ali, sem escrever, limitando-se a ver o tempo passar, o tempo que normalmente usava para o que todos os dias escrevia.
(Metade realidade, metade ficção)
terça-feira, 16 de agosto de 2011
É não é?
"Diz-se que o amor é cego, deforma tudo a seu jeito, mas eu acho que o amor descobre o lado melhor do que parece defeito"
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
É preciso. É que fazemos (quase) tudo juntas.
"É preciso ter um amigo. Um amigo que chore pela
gente e que ria também. Um amigo que seja
sincero, sinceridade é tudo. Um amigo que respeite
e se faça respeitado. Um amigo firme, que acredite
em si mesmo antes de qualquer coisa. Um amigo que
esteja às vezes certo e às vezes errado. Um
amigo que goste, goste verdadeiramente.
Um amigo que confie e desconfie.Um amigo que
saiba a hora certa de ferir e entenda por que
foi ferido. Um amigo que sinta nossa dor e que
nos console. Um amigo que sinta a nossa felicidade
e faça parte dela. Um amigo que compreenda e
que seja compreendido. Um amigo que seja o que
ele é, sem máscaras e sem capas. Não há necessidade
de ser excelente, e sim de ser verdadeiro.
Um amigo de ideias puras e às vezes maliciosas.
Um amigo que nos deseje o bem sem olhar o
que fazemos. Um amigo que goste simplesmente,
sem nenhuma intenção. Este amigo todo o
mundo procura, Mas somente algumas pessoas
sabem que ele existe. Ele é um pedaço
da gente. Talvez seja VOCÊ."
gente e que ria também. Um amigo que seja
sincero, sinceridade é tudo. Um amigo que respeite
e se faça respeitado. Um amigo firme, que acredite
em si mesmo antes de qualquer coisa. Um amigo que
esteja às vezes certo e às vezes errado. Um
amigo que goste, goste verdadeiramente.
Um amigo que confie e desconfie.Um amigo que
saiba a hora certa de ferir e entenda por que
foi ferido. Um amigo que sinta nossa dor e que
nos console. Um amigo que sinta a nossa felicidade
e faça parte dela. Um amigo que compreenda e
que seja compreendido. Um amigo que seja o que
ele é, sem máscaras e sem capas. Não há necessidade
de ser excelente, e sim de ser verdadeiro.
Um amigo de ideias puras e às vezes maliciosas.
Um amigo que nos deseje o bem sem olhar o
que fazemos. Um amigo que goste simplesmente,
sem nenhuma intenção. Este amigo todo o
mundo procura, Mas somente algumas pessoas
sabem que ele existe. Ele é um pedaço
da gente. Talvez seja VOCÊ."
"O único prêmio da Virtude é a própria Virtude, a única maneira de se ter um Amigo é sê-lo."
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Fragmentos, pedaços, histórias, vidas.
Era noite. O tempo era frio e chovia lá fora. Ela, sentada no chão da sala húmida e escura de sua casa, estava meio perdida sabendo apenas que se encontrava entre as quatro paredes da casa que sabiam os seus mais profundos desejos, pensamentos e segredos. Não sabia à quanto tempo estava ali, podia ser à segundos, minutos, horas, sinceramente, desconhecia o passar do tempo, pois pouco lhe importava. Agora, os primeiros raios de luz começaram a aparecer e o tempo parecia ter melhorado, no entanto, ela continuava ali, sentado no chão frio, perdida entre a realidade e a ficção da sua vida. Já tentara encontrar-se e perceber o paradoxo entre o que agora vivia, mas não tinha conseguido, cada vez que tentava perceber um pouco mais, mais uma dúvida se apoderava da sua mente, mente essa que em tempos tinha sido bastante clara. Agora, pouco ou nada, parecia claro, tudo se encontrava num tom meio acinzentado e esfumado e a única diferença esporádica que ocorria quando mudava de tom, só acontecia quando se encontrava a dormir e finalmente tinha um pouco de paz entre os minutos em que ora acordava sobressaltada, ora sonhava com momentos de pânico, terror, medo e revolta. Com tudo, e apesar de o nevoeiro ser o que mais se assemelhava ao seu estado de vida na altura, estava neste momento sol, um sol brilhante demais para aquele dia de Dezembro em que se adivinhava um frio imenso. Devia ser meio-dia, porque o telemóvel despertava a poucos passos do sítio onde se encontrava aninhada, para a lembrar que tinha de acordar, era quase hora de almoço, e como em todos os outros dias, ia ter de parecer no mínimo, normal, perante o olhar incrédulo dos pais e avós a sua indiferença demonstrada no almoço, perante o olhar surpreendido das amigas quando não ria e contava as suas habituais graças de sexta-feira à tarde. Ia ter de parecer o mais normal possível, e acordar, tomar um banho, vestir-se, sorrir. Embora a sua maior vontade, fosse a de ficar na cama, aninhada como uma pequena cria, um bebé e esperar que a viessem acarinhar, reconfortar com um abraço, animar com um sorriso, com um beijo na testa. Sabendo que a impossibilidade de tal momento era evidente, levantou-se então do chão onde tinha passado toda aquela noite e início de dia, do chão onde tinha dormido apesar do frio, da dor, da revolta, o chão onde tinha sentido o bater do seu coração à medida que as horas passavam e ia acordando depois dos pequenos pesadelos que agora já eram habituais. Ao levantar-se, sentiu uma leve mudança no interior da divisão, como se todo aquele espaço, agora visto do seu metro e cinquenta e oito, pudesse ter mudado numa simples e fria noite de Dezembro e se tivesse transformado em algo mais do que uma divisão. Sentiu também ela uma mudança, uma mudança agradável, como se o sonambulismo em que tinha passado a noite, lhe tivesse dado força, força para erguer a cabeça, força para lutar, força para viver, e passar do cinzento, da névoa, ao verde, laranja, azul, como se passasse da névoa ao Sol, como se de um dia de Agosto se tratasse. E aí, começou um novo rumo, uma nova história, uma nova pessoa forte e determinada, e mesmo apesar de ser estranho, e de ainda lhe parecer tudo meio turvo, ela sorriu. Sorriu como não sorria há muito tempo, sorriu como se de uma criança pequena se tratasse. Apenas sorriu.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Na vida. ^^
Na vida, é preciso aprender, é preciso desaprender, é preciso crescer, é preciso amar, é preciso odiar, é preciso enaltecer, é preciso desprezar, é preciso querer, é preciso não querer, é preciso ganhar, é preciso perder, é preciso chorar, é preciso sorrir, é preciso rir, é preciso pular, é preciso gritar, é preciso sussurrar, é preciso lutar, é preciso vencer, é preciso conseguir, é preciso desistir. Na vida, e mesmo sendo preciso tanta coisa, só é preciso viver. Na vida, é preciso ser feliz. Eu já estou a tentar. E tu? ^^
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Sometimes.
Às vezes é preciso ser-se inevitavelmente colocado entre a espada e uma parede frágil e indefesa, para percebermos o quanto somos fortes e o quando tudo depende daquela nossa força de vontade que permanece escondida durante toda uma vida, até ao momento em que saí cá para fora, e faz de nós pessoas que até nós próprios desconhecemos. Às vezes é preciso crescer, olhar em frente e ver um futuro em tons de rosa, laranja, vermelho, whatever, tudo menos a cor cinzenta que achamos que já preenche os nossos dias tão cheios de nada. Às vezes é preciso abrir os olhos, enfrentar uma realidade dura e que nos custa muito mais que aquele pouco fictício que inventamos de forma a nos acharmos exteriormente felizes. Às vezes, e por mais que dure a viagem, por mais dura que seja, por mais obstáculos negros se imponham no seu caminho, é preciso ir, ir com determinação, correr, saltar, pular e ultrapassar o que achamos intransponivel, porque a nossa grande força, vêm do nosso mais belo interior. Às vezes, é preciso fazermos de conta que não ouvimos o mundo exterior à nossa volta, que as críticas que nos são dirigidas não nos afectam, que tudo não passam de opiniões, cada qual com a sua. Às vezes, é preciso que compreendamos, que em nós é que está a força, a alma, a verdadeira essência desta bênção que nos foi dada, a vida, a passagem por um mundo nem sempre perfeito mas que podemos considerar nosso. Às vezes, é preciso deixar andar, deixar correr umas lágrimas, não como sinal de fraqueza, mas como sinal de libertarmo-nos, de arranjarmos mais força. Às vezes, é preciso deixar o passado de altos e baixos para trás e pensar no futuro, mesmo que pouco risonho que se seguirá. Às vezes é preciso viver. Às vezes, é preciso ser-se FELIZ, mesmo. And you know what? I'm living and I'm a little happy. :')
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