"Amo a liberdade, por isso as coisas que amo deixo-as livres. Se voltarem é porque as conquistei, se não voltarem é porque nunca as tive ."

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

É preciso. É que fazemos (quase) tudo juntas.


"É preciso ter um amigo. Um amigo que chore pela
gente e que ria também. Um amigo que seja
sincero, sinceridade é tudo. Um amigo que respeite
e se faça respeitado. Um amigo firme, que acredite
em si mesmo antes de qualquer coisa. Um amigo que
esteja às vezes certo e às vezes errado. Um
amigo que goste, goste verdadeiramente.
Um amigo que confie e desconfie.Um amigo que
saiba a hora certa de ferir e entenda por que
foi ferido. Um amigo que sinta nossa dor e que
nos console. Um amigo que sinta a nossa felicidade
e faça parte dela. Um amigo que compreenda e
que seja compreendido. Um amigo que seja o que
ele é, sem máscaras e sem capas. Não há necessidade
de ser excelente, e sim de ser verdadeiro.
Um amigo de ideias puras e às vezes maliciosas.
Um amigo que nos deseje o bem sem olhar o
que fazemos. Um amigo que goste simplesmente,
sem nenhuma intenção. Este amigo todo o
mundo procura, Mas somente algumas pessoas
sabem que ele existe. Ele é um pedaço
da gente. Talvez seja VOCÊ."

   "O único prêmio da Virtude é a própria Virtude, a única maneira de se ter um Amigo é sê-lo."

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Fragmentos, pedaços, histórias, vidas.

Era noite. O tempo era frio e chovia lá fora. Ela, sentada no chão da sala húmida e escura de sua casa, estava meio perdida sabendo apenas que se encontrava entre as quatro paredes da casa que sabiam os seus mais profundos desejos, pensamentos e segredos. Não sabia à quanto tempo estava ali, podia ser à segundos, minutos, horas, sinceramente, desconhecia o passar do tempo, pois pouco lhe importava. Agora, os primeiros raios de luz começaram a aparecer e o tempo parecia ter melhorado, no entanto, ela continuava ali, sentado no chão frio, perdida entre a realidade e a ficção da sua vida. Já tentara encontrar-se e perceber o paradoxo entre o que agora vivia, mas não tinha conseguido, cada vez que tentava perceber um pouco mais, mais uma dúvida se apoderava da sua mente, mente essa que em tempos tinha sido bastante clara. Agora, pouco ou nada, parecia claro, tudo se encontrava num tom meio acinzentado e esfumado e a única diferença esporádica que ocorria quando mudava de tom, só acontecia quando se encontrava a dormir e finalmente tinha um pouco de paz entre os minutos em que ora acordava sobressaltada, ora sonhava com momentos de pânico, terror, medo e revolta. Com tudo, e apesar de o nevoeiro ser o que mais se assemelhava ao seu estado de vida na altura, estava neste momento sol, um sol brilhante demais para aquele dia de Dezembro em que se adivinhava um frio imenso. Devia ser meio-dia, porque o telemóvel despertava a poucos passos do sítio onde se encontrava aninhada, para a lembrar que tinha de acordar, era quase hora de almoço, e como em todos os outros dias, ia ter de parecer no mínimo, normal, perante o olhar incrédulo dos pais e avós a sua indiferença demonstrada no almoço, perante o olhar surpreendido das amigas quando não ria e contava as suas habituais graças de sexta-feira à tarde. Ia ter de parecer o mais normal possível, e acordar, tomar um banho, vestir-se, sorrir. Embora a sua maior vontade, fosse a de ficar na cama, aninhada como uma pequena cria, um bebé e esperar que a viessem acarinhar, reconfortar com um abraço, animar com um sorriso, com um beijo na testa. Sabendo que a impossibilidade de tal momento era evidente, levantou-se então do chão onde tinha passado toda aquela noite e início de dia, do chão onde tinha dormido apesar do frio, da dor, da revolta, o chão onde tinha sentido o bater do seu coração à medida que as horas passavam e ia acordando depois dos pequenos pesadelos que agora já eram habituais. Ao levantar-se, sentiu uma leve mudança no interior da divisão, como se todo aquele espaço, agora visto do seu metro e cinquenta e oito, pudesse ter mudado numa simples e fria noite de Dezembro e se tivesse transformado em algo mais do que uma divisão. Sentiu também ela uma mudança, uma mudança agradável, como se o sonambulismo em que tinha passado a noite, lhe tivesse dado força, força para erguer a cabeça, força para lutar, força para viver, e passar do cinzento, da névoa, ao verde, laranja, azul, como se passasse da névoa ao Sol, como se de um dia de Agosto se tratasse. E aí, começou um novo rumo, uma nova história, uma nova pessoa forte e determinada, e mesmo apesar de ser estranho, e de ainda lhe parecer tudo meio turvo, ela sorriu. Sorriu como não sorria há muito tempo, sorriu como se de uma criança pequena se tratasse. Apenas sorriu.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Na vida. ^^


Na vida, é preciso aprender, é preciso desaprender, é preciso crescer, é preciso amar, é preciso odiar, é preciso enaltecer, é preciso desprezar, é preciso querer, é preciso não querer, é preciso ganhar, é preciso perder, é preciso chorar, é preciso sorrir, é preciso rir, é preciso pular, é preciso gritar, é preciso sussurrar, é preciso lutar, é preciso vencer, é preciso conseguir, é preciso desistir. Na vida, e mesmo sendo preciso tanta coisa, só é preciso viver. Na vida, é preciso ser feliz. Eu já estou a tentar. E tu? ^^

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sometimes.

Às vezes é preciso ser-se inevitavelmente colocado entre a espada e uma parede frágil e indefesa, para percebermos o quanto somos fortes e o quando tudo depende daquela nossa força de vontade que permanece escondida durante toda uma vida, até ao momento em que saí cá para fora, e faz de nós pessoas que até nós próprios desconhecemos. Às vezes é preciso crescer, olhar em frente e ver um futuro em tons de rosa, laranja, vermelho, whatever, tudo menos a cor cinzenta que achamos que já preenche os nossos dias tão cheios de nada. Às vezes é preciso abrir os olhos, enfrentar uma realidade dura e que nos custa muito mais que aquele pouco fictício que inventamos de forma a nos acharmos exteriormente felizes. Às vezes, e por mais que dure a viagem, por mais dura que seja, por mais obstáculos negros se imponham no seu caminho, é preciso ir, ir com determinação, correr, saltar, pular e ultrapassar o que achamos intransponivel, porque a nossa grande força, vêm do nosso mais belo interior. Às vezes, é preciso fazermos de conta que não ouvimos o mundo exterior à nossa volta, que as críticas que nos são dirigidas não nos afectam, que tudo não passam de opiniões, cada qual com a sua. Às vezes, é preciso que compreendamos, que em nós é que está a força, a alma, a verdadeira essência desta bênção que nos foi dada, a vida, a passagem por um mundo nem sempre perfeito mas que podemos considerar nosso. Às vezes, é preciso deixar andar, deixar correr umas lágrimas, não como sinal de fraqueza, mas como sinal de libertarmo-nos, de arranjarmos mais força. Às vezes, é preciso deixar o passado de altos e baixos para trás e pensar no futuro, mesmo que pouco risonho que se seguirá. Às vezes é preciso viver. Às vezes, é preciso ser-se FELIZ, mesmo. And you know what? I'm living and I'm a little happy. :')