"Amo a liberdade, por isso as coisas que amo deixo-as livres. Se voltarem é porque as conquistei, se não voltarem é porque nunca as tive ."

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Carta para o meu melhor e mais importante amigo. #

Hey, coisa fofa. Pois bem, podia escrever muitas coisas, sim, mas acho que a necessidade de estar para aqui a utilizar as palavras contigo quando posso simplesmente utilizar gestos e os nossos momentos, é desnecessaria. A verdade, é que há pouco a dizer, comparado com tudo o que me dás e com tudo o que eu faço para receberes. Também é verdade, que nem sempre fomos amigos, e que a nossa amizade não começou da melhor maneira, mas hoje, um ano e pouco depois de te ter começado realmente a conhecer e a aceitar, não tenho problemas em dizer, que és uma das pessoas mais importantes da minha vida, senão a mais importante. Por tudo e por mais alguma coisa, pelos desabafos, pelos gritos, pelos disparates, pelas lágrimas, pelos sorrisos, pelas mordidelas, pelos olhares, pelas conversas importantes, pelas asneiras ocasionais, pelos momentos em que somos simplesmente eu e tu, tu e eu, e um mundo a volta, um mundo que não nos compreende, como nós nos compreendemos, um mundo cheio de gente diferente de nós, gente falsa, gente que não é amiga como nós somos. Fofo, devo-te muito, e tu sabes isso, tu e só tu, apesar de outros dizerem que são meus amigos, é que me compreendes, é que me ajudas, é que és o MEU verdadeiro amigo. E agora, não sei que te hei de dizer mais, acho que sabes bem o valor que tens e o quanto gosto de ti, sabes tudo de mim, como eu sei tudo de ti, por isso, fico por aqui. E, nunca te esqueças, que estou aqui, sempre. Amo-te, bichinho. ^^

"They always turn their back on you, but my love, is forever and I will stay, stay true to you"

E é tudo, agora!

"Cause I've started falling apart, I'm not savering life"

É mais um dia, mais uma reviravolta, mais um acordar sem saber exactamente porque e como viver, mais uns momentos perdidos, mais umas memórias revividas, mais umas tretas de que já ninguém se lembra, mais um dia passado, na verdade, mais um ano passado, e continua tudo igual, tudo sem ter um fim à vista. Não é nada, talvez, ou então talvez seja tudo, são vidas perdidas, lágrimas derramadas, sorrisos mostrados sem querer nada em troca, olhares de carinho, toques de amor, é, foi, tudo o que se passa, tudo o que se passou. Já não sei nada, também é verdade, mas como querem que eu saiba? Já passaram 12 meses, 365 dias, um ano, e continua tudo na mesma, tudo como um buraco sem fim. E, sabes uma coisa? Odeio amar-te, mas amo-te, e esta porcaria não tem maneira de passar. De tal forma que, eu, a pessoa delicada e amorosa na escrita já estou para aqui quase a escrever todas as asneiras que me lembro. E fazes-me um favor? Paras de aparecer nos meus sonhos? Paras de fazer com que eu te ame? Eu quero viver! Agora, amanhã, para a semana, para o mês que vem, para o ano. E se não parares de aparecer nos meus sonhos à noite, então juro, vou deixar de dormir. Porque odeio ter de amar-te, mas amo-te, lamento.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Histórias de vida - Parte III

Já era o dia. E agora, estava ali, sentada na toalha por cima da relva molhada, a pensar no que ia fazer, no que ia dizer, em como ia suceder-se a tarde. Não sabia nada sobre isto, sempre fora uma pessoa de poucas palavras para quem não conhecia verdadeiramente, sempre gostara de se manter à distância até saber que podia embrenhar-se nos caminhos que formavam as mentes de outros seres, parecidos ou iguais a ela. Mas estava ali, e não podia mudar isso, até porque desta vez, tinha sido diferente, tinha-se "atirado de cabeça", mas de qualquer das formas, não sabia como iria começar um discurso, as palavras faltavam-lhe, as ideias eram aos milhares dentro da sua cabeça, as imagens que lhe passavam diante dos olhos mais do que as suficientes, e como se não chegasse já esta junção de coisas que a desorientava, ainda tinha o coração a bater descompassadamente como se fosse saltar, os olhos a brilhar apesar de ela mesma não dar por isso, um sorriso tolo na cara sem razão aparente para quem olhasse para ela, e ainda as mãos a tremer, a voz a falhar, um bloqueio total. Um bloqueio total, mas não de escrita, um bloqueio total do coração, do cerébro, enfim, do que quer que fosse que comandasse o seu sentimento e o que se ia passando agora. Com tudo, foi melhorando, com o primeiro toque, seguido das suas palavras, sim, agora tinha-se tornado talvez ainda pior, porque só ela é que falava, mas não fazia diferença, estavam ali os dois, lado a lado, deitado nas toalhas, tocando com os cabelos na relva molhada, depois de um banho refrescante por parte dela na piscina, de mãos dadas, de coração aberto, cheios de tudo e de nada, mas juntos, o que mesmo parecendo insignificante para alguns, fazia-a sentir como a pessoa mais importante do mundo, porque estava ali, junto de alguém especial, alguém que a compreendia, alguém que a ouvia, alguém que gostava dela, alguém que a fazia feliz. E por não saber, ou por não querer pensar no que se podia avizinhar, estava ali, feliz, com os olhos a brilhar, as mãos a tremer, o coração a bater, não esperando nada mais, do que conseguir o amor, conseguir ficar assim para sempre. E já era o dia, já era o dia e a hora de ir para outro sítio que não aquele onde se sentia feliz, mas seria assim, até que a vida e o coração de ambos o permitisse. E já era o dia.
(Entre a ficção e a realidade)

P.S. E já passou um ano, na verdade, agora que penso nisso, parece que foi ontem, mas já passou algum tempo, de mais, diria.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A sério, mesmo. :')

A: Eu sei que me vais dar na cabeça, mas voltei a falar com ele (...).
P: Eu não te vou dar na cabeça. Só quero que prometas que ele não te vai fazer sofrer.
A: Ai sim? E como é que faço isso?
P: Promete a ti própria que não o vais deixar fazer isso.
A: Ohh. Sim. Está bem. Eu prometo.
P: Acho bem. Eu disse-te que não tinha nada contra ele.
A: Sim, eu sei, tu dissestes-me.
P: Mas podias achar que tinha sido só da boca para fora.
A: Eu conheço-te bem, lembraste?
P: Lembro. Mas é claro que preferia que arranjasses melhor.


Eu prometi, não prometi? E eu nunca falho as minhas promessas, juro. Acho que já não sei como sofrer agora, acho que já aprendi a viver, acho que já não bate com a mesma força, acho que estou no caminho certo para o esquecimento. A distância visual faz-nos sempre bem, o pior vem depois. Mas se prometi, está prometido. Eu dou a minha palavra. :$