Parou para pensar. Para pensar em tudo. Para pensar em nada. Para pensar nos momentos felizes. Para pensar nos momentos infelizes. Para pensar em si. Para pensar sem ser em si. Para pensar na vida. Para pensar na morte. Para pensar na cor. Para pensar no cinzento. Para pensar no claro. Para pensar no escuro. Para pensar, apenas. No entanto, e apesar de todo aquele pensar entre duas realidades distintas, nada lhe vinha ao pensamento, a não ser o vazio, aquele vazio cheio de um nada que é tudo, aquele vazio que lhe preenchia o coração e a cabeça, aquele vazio, vazio de conteúdo palpável e explicável, mas cheio de alma, memória. Alma e memória, de um pequeno ser, insignificante no mundo de alguém, e até mesmo no seu próprio mundo. Um pequeno ser, que apenas sonhava ter a alegria de poder ser um todo feliz, sem um vazio tão cheio. Um ser que só queria ser feliz, ser livre, viver. E foi isso que concluiu, quando por instantes, por breves minutos, parou para pensar.26/09/11
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