Quando quero, quero muito. Quando gosto, gosto muito. Quando não gosto, não gosto muito. Quando penso, penso muito. Quando falo, falo muito. Quando grito, grito muito. Quando me aborreço, aborreço-me muito. Quando rio, rio muito. Quando choro, choro muito. Quando estou triste, estou muito. Quando sou eu própria, sou muito eu. Enfim, nunca fui pessoa de meias medidas. De meio cheio, ou meio vazio. Comigo, é tudo muito de extremos, ou é ou não é, ou gosto ou não gosto, dispenso bem o é-me igual. A verdade, é que temos sempre uma opinião a dar. E eu, por norma, tenho sempre muito.
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