"Amo a liberdade, por isso as coisas que amo deixo-as livres. Se voltarem é porque as conquistei, se não voltarem é porque nunca as tive ."

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Sou.

 
Sou o que todos nós somos mas dizemos não querermos ser. Sou uma estrada, um monte de pedras da calçada por onde já passaram muitas histórias. Sou um ser entre quatro paredes, presa a elas. Sou uma alma, um pouco vazia, talvez, mas cheia de sentimento. Sou um ser qualquer deste mundo que sonha sempre em ser algo mais. Sou um livro aberto, para alguns. Sou um livro fechado, para praticamente todos. Sou um livro por escrever para mim própria. Sou aquilo que fizeram de mim, ou então aquilo que eu deixei que fizessem. Sou um corpo, uma alma à procura de companhia nesta jornada a que chamam vida. Sou um armário de bonitas histórias, de sentimentos partilhados e de grandes amores, ou melhor, um armário onde se guarda um só grande amor. Sou um ser apaixonado, pela vida e por aquele rapaz que sem querer ou não, ainda me faz suspirar. Sou uma pessoa quase adulta num corpo de adolescente que já parou de crescer. Sou os filmes que vi, os livros que li, os sítios por onde andei, as pessoas que conheci. Sou alguém à procura de conforto, de consolo, com bonitas palavras ou com um abraço que se revele profundo. Sou um ser que ama, e que deseja ardentemente ser amado. Sou um produto deste tempo, desta sociedade, desta vida meio vivida, deste mundo meio acabado. Sou o que sou, aconteça o que acontecer, e duvido que alguém consiga mudar isso.

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