"Amo a liberdade, por isso as coisas que amo deixo-as livres. Se voltarem é porque as conquistei, se não voltarem é porque nunca as tive ."

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Carta para alguém de quem sintas falta.

Boa noite, princesa. Vivemos (quase) 17 anos de amizade juntas, a conviver, a sorrir, a disparatar, a sorrir, a sermos nós. Crescemos ao mesmo tempo, mais devagar ou mais de pressa, crescemos. Sentimos as mesmas coisas, vivemos os mesmos momentos e quisemos sempre partilhar tudo. Entretanto, vimos isto tudo perdido, por um disparate. SIM, eu acho que foi um disparate. Afinal, errar é humano, e saber perdoar é uma virtude, sabes? Eu sei que tu tens bom coração, que no fundo, queres tanto como eu, volta ao que éramos e sei que não o fazes por seres assim, orgulhosa. Mas repara numa coisa, depois de todo o que tu dissestes de mim, depois de todos os comentários que fizestes só por maldade, acho que já sofremos as duas, e que podíamos deitar isto para trás das costas. Eu também sou orgulhosa, tenho o coração na boca, sou convencida, mal-disposta e muito imbirrante, é verdade. Mas posso por isso tudo de lado por ti, sabes? Posso pedir desculpa, se isso te faz mais feliz, apesar de tu saberes perfeitamente que é preciso muito para eu me baixar, eu que acho que sou dona do mundo e da razão, eu que acho que se não for como eu quero, não é de maneira nenhuma. Sinceramente, acho que estamos a perder o grupo bonito que tínhamos e que era unido e um exemplo para toda a gente, por causa de namorados e isso não me agrada mesmo nada. Uma já se foi, tu vais pelo mesmo caminho, e a seguir acontece o que? É o último ano em que vamos poder partilhar tudo, em que vamos estar juntas, e isso devia contar muito mais que o resto. A sério, volta para mim, para junto de quem te quer bem. Mete o orgulho de lado, tal como eu meto, para podermos ser todos felizes e vivermos em paz. Eu amo-te. Isso, é certo e mesmo que não acredites, eu vou continuar a dizê-lo. Fazes-me falta e preciso de ti para sorrir e para ser o que sempre fui, simplesmente eu. Não me deixes. Não agora que já estou sozinha o suficiente. Amo-te muito, fofinha, mesmo.

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