"Amo a liberdade, por isso as coisas que amo deixo-as livres. Se voltarem é porque as conquistei, se não voltarem é porque nunca as tive ."

terça-feira, 30 de outubro de 2012

"Yeah, I I know it's hard to remember
The people we used to be
It's even harder to picture
That you're not here next to me
You said it's too late to make it
But is it too late to try?
And in our time that you wasted
All of our bridges burnt down."

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Love hurts.

 
A vida é irónica, não é? Estou aqui a escrever-te mais uma vez, e nem sei porque o faço. Se é para deixar de te sentir, se é por te sentir cada vez mais. Há uma semana atrás, fiz 17 anos. Era suposto ter sido uma data feliz, afinal não se fazem 17 anos todos os dias e estava rodeada pelos melhores amigos do mundo, ou quase. Mas não foi, não foi mesmo nada feliz. Senti a tua falta, sabes? Queria-te junto a mim, a dar-me os parabéns com um sorriso e a dizeres que querias que eu fosse muito feliz porque merecia. Em vez disso, ficou o vazio, não te vejo há mais de um mês, desde aquele dia em que te despediste com um beijinho na testa e me disseste minutos antes que ia arranjar melhor que tu, porque merecia. Mas quem é que te disse que eu queria melhor? Nunca quis melhor, nem pior, quis-te simplesmente a ti, cheio dos teus defeitos e das tuas qualidades, a transbordar carinho por mim em todos os poros e a mostrar um sorriso sempre que era preciso. E estavas enganado, tens noção disso? Não encontrei melhor que tu, talvez porque não mereço, ou então porque por muitas qualidades que os outros tenham, eu só te consigo imaginar a ti e penso no que tu ias dizer de tudo, e de todos. E não quero escolher ninguém que não sejas tu, podia, é verdade que podia, voltamos outra vez à história dos pretendentes, né? Mas não quero. Não agora que ainda estou tão cheia de ti e sinto a tua falta a toda a hora e vejo nos mais pequenos gestos banais alguma coisa que se relaciona contigo. Estou meio perdida, sabias? A minha adolescência foste tu, e o meu amor por ti, com pausas no meio, mas com o sentimento sempre lá e agora faço o que? Não posso magoar montes de pessoas até encontrar o substituto ideal de ti, até encontrar o amor outra vez, mas também não podemos tentar de novo. É decadente, estranho e no fundo ridículo. Bem, não vale a pena continuar, tu sabes bem o resto.
Com amor, AB.
 
J: Cala-te,  tu veneras-me! x)
A: Sim, e tu não vives sem mim. +.+
Será?

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Sou.

 
Sou o que todos nós somos mas dizemos não querermos ser. Sou uma estrada, um monte de pedras da calçada por onde já passaram muitas histórias. Sou um ser entre quatro paredes, presa a elas. Sou uma alma, um pouco vazia, talvez, mas cheia de sentimento. Sou um ser qualquer deste mundo que sonha sempre em ser algo mais. Sou um livro aberto, para alguns. Sou um livro fechado, para praticamente todos. Sou um livro por escrever para mim própria. Sou aquilo que fizeram de mim, ou então aquilo que eu deixei que fizessem. Sou um corpo, uma alma à procura de companhia nesta jornada a que chamam vida. Sou um armário de bonitas histórias, de sentimentos partilhados e de grandes amores, ou melhor, um armário onde se guarda um só grande amor. Sou um ser apaixonado, pela vida e por aquele rapaz que sem querer ou não, ainda me faz suspirar. Sou uma pessoa quase adulta num corpo de adolescente que já parou de crescer. Sou os filmes que vi, os livros que li, os sítios por onde andei, as pessoas que conheci. Sou alguém à procura de conforto, de consolo, com bonitas palavras ou com um abraço que se revele profundo. Sou um ser que ama, e que deseja ardentemente ser amado. Sou um produto deste tempo, desta sociedade, desta vida meio vivida, deste mundo meio acabado. Sou o que sou, aconteça o que acontecer, e duvido que alguém consiga mudar isso.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Pessoa.

"Entregar-se implica esquecer-se de si. Eu nunca me entreguei por completo à vida. Pensei-a sempre, e pensar de mais a vida é não a viver."